Conheça a história de Isabel e Laura
| Edgar e Laura são noivos há anos, mas não querem mais se casar |
Rio de Janeiro, 1903. A cidade vive mergulhada no sonho de ser uma Paris nos trópicos, como capital da jovem república que o Brasil era. A Lei do Ventre Livre estava em vigor há apenas 32 anos, e a Abolição da Escravatura completava 15 anos. A primeira geração de negros livres do país e os ex-escravos egressos do campo criam espaços de convivência nos grandes centros urbanos. Celebram as raízes africanas, criando uma cultura própria. De cada um desses mundos vêm as duas heroínas de Lado a Lado: Laura (Marjorie Estiano) e Isabel (Camila Pitanga), prontas para construir uma ponte entre esses universos, feita de confiança, respeito e amizade.
Caprichoso, o destino faz com que as duas se conheçam no dia dos seus casamentos, em plena igreja, vestidas de véu e grinalda. Laura está noiva de Edgar (Thiago Fragoso), filho do poderoso senador Bonifácio (Cássio Gabus Mendes). Essa união é a última esperança de sua mãe, a ex-baronesa Constância, reconquistar o status social perdido com o fim da monarquia. Mas Laura não tem mais certeza do amor por Edgar... Ela sonha em trabalhar como professora e escrever – o que era praticamente proibido para as mulheres de elite como ela.
| Entre os cortiços e as primeiras favelas, surge o amor de Isabel e Zé Maria |
Já Isabel está realizando um sonho: casar com Zé Maria (Lázaro Ramos), o seu grande amor. Nascida livre, Isabel trabalha desde os 14 anos, na casa da Mme. Besançon (Beatriz Segall), com quem aprendeu a falar francês. Elegante e musical, ela encanta quem a vê dançando nos cordões de carnaval. Mesmo morando em um cortiço e ganhando pouco, ela e Zé sonham em vencer na vida, em serem respeitados em uma sociedade muito preconceituosa.
Mesmo com origens tão contrastantes, Laura e Isabel veem nascer uma grande amizade nesse momento tão especial. Suas histórias de vida após esse dia serão muito diferentes do que elas estão imaginando – mas estarão sempre ligadas. Muitos desafios vão testar a coragem e a força dessas mulheres à frente do seu tempo.
Conheça a ex-baronesa Constância Assunção
Ex-baronesa da Boa Vista, Constância Assunção é a perfeita representação de uma dama da alta sociedade. Não lhe faltam o porte altivo, a beleza radiante e a habilidade para o xadrez das relações sociais e políticas da elite em 1903. Bem casada com Assunção (Werner Schunemann), mãe de Albertinho (Rafael Cardoso) e Laura (Marjorie Estiano), ela ama a família e, por isso mesmo, não quer perder um centímetro sequer do prestígio social dos Assunção.
O problema é o “ex” que passou a acompanhar o seu título de nobreza, desde que a república substituiu a monarquia. Como se não bastasse, nos últimos anos, ela também viu os negócios dos Assunção com o café irem de mal a pior. Prática, ela já percebeu que, sem a proteção de um imperador, o seu marido só vai se recuperar se assumir um bom cargo político na república.
| Constância vê no casamento de Laura e Edgar a salvação de sua família |
Ela também não perde de vista o futuro dos filhos. Sonha em ver a filha assumindo papel de dama da sociedade, casada com Edgar Vieira (Thiago Fragoso), filho do senador Bonifácio Vieira (Cássio Gabus Mendes). Mas fica indignada ao ver que a jovem despreza as tradições - Laura sonha em trabalhar como professora, para horror da mãe. Certa de que o faz para o bem da moça, Constância não se furta de interferir o tempo todo no casamento da filha e nas amizades dela. Amizades também, porque a baronesa não pode tolerar a afinidade entre Laura e Isabel (Camila Pitanga). Para a ex-baronesa, tudo é muito simples: classes não se misturam, cores não se misturam.
Tudo que ela faz é para bem-estar da família, desde que todos se comportem como ela espera. Tudo para preservar o mundo de riqueza, tradição e refinamento que ela aprendeu a amar quando ainda era a baronesa da Boa Vista.
Klebber Toledo, Rafael Cardoso, Daniel Dalcin e Caio Blat serão amigos de farra
| Albertinho, Fernando, Umberto e Teodoro fazem farra em uma festa |
Os playboys cariocas de hoje tiveram seus similares em 1903. É o que o público vai descobrir em Lado a Lado, nas cenas de um grupo de amigos: Albertinho (Rafael Cardoso), Fernando (Caio Blat), Umberto (Klebber Toledo) e Teodoro (Daniel Dalcin). Ricos, bonitos e bem vestidos, eles gostam de aproveitar a vida - principalmente se isso incluir belas mulheres.
Esses amigos também vão ajudar a mostrar a chegada do futebol, em um tempo em que os jovens de famílias abastadas preferiam jogar o críquete.
"Quer colocar banca de
primeira atriz", diz Maria
Eduarda sobre sua
personagem
| Maria Eduarda posa como Eliete |
Sucesso no horário das 18h, com a novela A Vida da Gente, a atriz Maria Eduarda está de volta, como a atriz de teatro Eliete, uma jovem cheia de personalidade em Lado a Lado. Parte do núcleo do Teatro Alheira, ela fará uma participação especial, contracenando com Paulo Betti, Maria Padilha, Tuca Andrada, Maria Clara Gueiros e Álamo Facó.
"A Eliete é uma atriz jovem, em ascensão, mas bastante equivocada na maneira de chegar em um ambiente que ela não conhece, um ambiente de trabalho", conta Maria Eduarda. De fato, Eliete vai tentar rivalizar com Diva Celeste, vivida por Maria Padilha, grande atriz do teatro. Além de fama e talento, Diva ainda teve romances no passado com o diretor, Mário Cavalcanti, vivido por Paulo Betti, e com o galã Frederico, vivido por Tuca Andrada.
Esperta, a camareira Neusinha, interpretada por Maria Clara Gueiros, vai se aproveitar da rivalidade entre Eliete e Diva para conseguir um lugar ao sol. E a pobre Eliete não enxerga essa maldade toda... "Ela quer colocar de cara uma banca de primeira atriz e acaba não sendo nem a primeira nem a última. Tadinha.E acho que é exatamente isso que vai fazer ela sair tão cedo da novela, ela não vai perceber que aquela moça que está sendo tão legal na verdade quer roubar o lugar de alguma delas", conta Maria Eduarda.
A atriz se diverte com a homenagem que a novela faz ao teatro, explorando o humor da fogueira das vaidades que às vezes se vê no meio artístico. "É um pouco do ator, desse universo, não só no teatro. É um núcleo muito engraçado. Eu tive essa sorte de fazer essa participação em um núcleo muito divertido."
Marcello Melo Jr. estreia
nas novelas de época
como um capoeirista
arruaceiro
| Marcello Melo Jr. gravou as primeiras cenas da novela em São Luís |
O ator Marcello Melo Jr comemora sua estreia nas novelas de época. Em Lado a Lado, ele será o capoeirista Caniço."Ele é um cara sem discernimento. Um arruaceiro! Tem uma índole duvidosa, com uma certa tendência para a maldade. Acaba se envolvendo em armações por causa da Berenice, que manipula ele", conta o ator.
O convite para interpretar o Caniço surgiu quando Marcello ainda estava no ar, na novela A Vida da Gente. "Fiquei muito feliz porque já estava tudo encaminhado", conta o ator. Depois de um curto período de férias, ele já embarcou rumo a São Luís, no Maranhão, onde ele passou quinze dias. "Deu a impressão de que era o Rio de Janeiro do início do século e foi muito legal", revela o ator.
O convite para interpretar o Caniço surgiu quando Marcello ainda estava no ar, na novela A Vida da Gente. "Fiquei muito feliz porque já estava tudo encaminhado", conta o ator. Depois de um curto período de férias, ele já embarcou rumo a São Luís, no Maranhão, onde ele passou quinze dias. "Deu a impressão de que era o Rio de Janeiro do início do século e foi muito legal", revela o ator.
| Zé Maria e Caniço são capoeiristas de índoles bem diferentes |
Marcello, que fez capoeira dos dez aos 16 anos de idade, não teve dificuldade para gravar as cenas de luta. "Já fiz capoeira no Nós do Morro, mas não segui as cordas, porque era uma aula alternativa. Quando fiz as aulas para o personagem só reativei a memória", conta o ator. O gingado dele é tão bom que rendeu elogios do coreógrafo e bailarino Jaime Arôxa durante a preparação do elenco.
Ao contrário do personagem Zé Maria, interpretado por Lázaro ramos, que defende a capoeira apenas como uma forma de expressão da cultura negra de origem africana, o Caniço tende à maldade e usa a capoeira em brigas de rua. "Tudo o que ele puder usar para expressar sua agressividade, ele usa. Por isso, utiliza a capoeira como arma", revela. Na vida real, Marcelo Mello Jr. conta que foi bastante orientado pelos mestres da capoeira a usar a luta apenas de forma pacífica. "Os professores sempre foram disciplinados e disseram para tomar cuidado, não mexer com outros grupos, até porque cada roda é uma roda. Por isso, eu acabei tendo mais conhecimento do assunto e aprendendo a identificar a maldade. Tem gente que gosta de se exibir e já vi até um cara derrubando uma menina. Eu gosto da capoeira como uma expressão artística, mais dançante", conta o ator.
Ágil e flexível, o Marcelo Mello Jr. deve exibir um belo espetáculo de capoeira durante a novela. A interação com Lázaro Ramos também ajuda no resultado final. "Ele é uma pessoa super generosa! Eu sou fã dele e esse trabalho é uma oportunidade de trocar experiência. A gente está sempre passando o texto juntos e brincando muito", revela.
Ágil e flexível, o Marcelo Mello Jr. deve exibir um belo espetáculo de capoeira durante a novela. A interação com Lázaro Ramos também ajuda no resultado final. "Ele é uma pessoa super generosa! Eu sou fã dele e esse trabalho é uma oportunidade de trocar experiência. A gente está sempre passando o texto juntos e brincando muito", revela.